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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Trilha Sonora de: Inimigos Públicos "Public Enemies" 2009












01. Ten Million Slaves (Otis Taylor)
02. Chicago Shake (The Bruce Fowler Big Band)
03. Drive to Bohemia (Elliot Goldenthal)
04. Love Me or Leave Me (Billie Holiday)
05. Billie's Arrest (Elliot Goldenthal)
06. Am I Blue? (Billie Holiday & Her Orchestra)
07. Love in The Dunes (Elliot Goldenthal)
08. Bye Bye Blackbird (Diana Krall)
09. Phone Call to Billie (Elliot Goldenthal)
10. Nasty Letter (Otis Taylor)
11. Plane to Chicago (Elliot Goldenthal)
12. Guide Me O Thou Great Jehovah (Indian Bottom Association Old Regular Baptists)
13. Gold Coast Restaurant (Elliot Goldenthal)
14. The Man I Love (Billie Holiday)
15. JD Dies (Elliot Goldenthal)
16. Dark Was the Night, Cold Was the Ground (Blind Willie Johnson)

Trilha Sonora de "Bagdad Cafe" (1988)

Bagdad Cafe’ ou ‘Out of Rosenheim’ é um filme singelo que silenciosamente permanece na alma e na mente muito depois do sol laranja se pôr atrás do pequeno café perto da curva da estrada. É um filme que fala através das cores, da música e dos gestos. É um filme que fala sobre a doce libertação. Um filme que aborda a sensação de deserto interior, e a vontade de abandonar e mudar tudo sob um sol abrasador. Um filme cult que retrata as diferenças culturais onde é possível encontrar possíveis afinidades. As duas personagens principais são marcantes: Jasmim e Brenda cujas vidas se cruzam em um ponto situado no meio de lugar nenhum de uma estrada que corta o deserto de Mojave na Califórnia. ‘Bagdad Cafe’, em todo momento, mostra o sentimento da solidão e a magia das transformações. É uma obra de arte do cinema, uma fábula do mundo contemporâneo, é um daqueles filmes de rara beleza e sensibilidade. ‘Bagdad Cafe’ nos faz lembrar quão belo e diferente é o cinema europeu.
Bagdad Cafe (1988)
Do diretor Percy Adlon, um dos mais respeitados do cinema alemão, que também colaborou com o roteiro e a produção, ‘Bagdad Cafe’ é um clássico do cinema europeu que, apesar de datar de 1987, é atual. Com um roteiro simples e surrealista, conta a história de Jasmim (Marianne Sägebrecht), uma turista alemã que após uma discussão na estrada abandona o marido que a maltratava. Com nada além de uma mala pesada e seu terno de lã cambaleia pelo deserto hostil onde encontra um pequeno motel, um posto de gasolina e o café que levam o nome do filme. Um local empoeirado e decadente gerido por uma proprietária negra, Brenda (CCH Pounder), que também discute com o marido que nesse caso, é quem não entende a grosseria da esposa e vai embora. O local que não têm hóspedes e nem clientes é freqüentado por uma combinação estranha de habitantes e todos são motivos de aborrecimento, decepção ou transtorno para Brenda. Brenda é seca e árida como o deserto. 

As palavras são poucas, e o silêncio é quebrado pela música de um velho piano e pelos gritos de Brenda. As raízes do caos e da hostilidade cresciam fortes até o momento que Jasmim surge, igualmente perdida e esquecida, mas guiada por sonhos e penetra como hóspede naquele mundo duro e seco. Inicialmente hostilizada por Brenda, conquista espaço aos poucos e de repente, estão todos se ajudando como num passe de mágica. Jasmim limpa, organiza e harmoniza o bar-café e o transforma num ponto de parada obrigatória para motoristas que passam pela região. E cresce, então, a flor dos sonhos, cobrindo as raízes secas da amargura. Desde o início, Rudi Cox foi o único que a compreendeu, talvez por ser pintor tenha conseguido ver luz onde havia apenas sombras. E Jasmim torna-se a amiga estrangeira que fascina e compreende os filhos de Brenda; torna-se a mulher que alimenta as fantasias do velho pintor solitário; e passa a ser a companheira da dona do Café Bagdad. Jasmim, a enorme alemã, liga-se a Brenda, a negra de corpo mirrado, mas ambas são fortes. ‘Bagdad Cafe’ é um filme de contrastes onde surgem as identificações.  

 As palavras são poucas, e o silêncio é quebrado pela música de um velho piano e pelos gritos de Brenda. As raízes do caos e da hostilidade cresciam fortes até o momento que Jasmim surge, igualmente perdida e esquecida, mas guiada por sonhos e penetra como hóspede naquele mundo duro e seco. Inicialmente hostilizada por Brenda, conquista espaço aos poucos e de repente, estão todos se ajudando como num passe de mágica. Jasmim limpa, organiza e harmoniza o bar-café e o transforma num ponto de parada obrigatória para motoristas que passam pela região. E cresce, então, a flor dos sonhos, cobrindo as raízes secas da amargura. Desde o início, Rudi Cox foi o único que a compreendeu, talvez por ser pintor tenha conseguido ver luz onde havia apenas sombras. E Jasmim torna-se a amiga estrangeira que fascina e compreende os filhos de Brenda; torna-se a mulher que alimenta as fantasias do velho pintor solitário; e passa a ser a companheira da dona do Café Bagdad. Jasmim, a enorme alemã, liga-se a Brenda, a negra de corpo mirrado, mas ambas são fortes. ‘Bagdad Cafe’ é um filme de contrastes onde surgem as identificações. 

São nas interpretações que o filme encontra sustentação do início ao fim. A atriz alemã Marianne Sägebrecht, ex-artista de cabaré, é o grande nome do filme, é tão perfeita que é difícil saber o que mais nos cativa nela. Brenda é magnificamente interpretada por CCH Pounder, nascida na Guiana Inglesa. Jack Palance, num papel menor, se destaca como ex-ator e pintor. Mas, a trilha sonora merece destaque. A canção tema, ‘Calling You’, de Bob Telson que é cantada por Jevetta Steele de forma esporádica durante todo o filme concorreu ao Oscar de melhor canção original. ‘Calling You’ é de uma beleza melancólica que não envelhece nunca, uma espécie de lamúria profunda que reflete perfeitamente o clima de solidão do deserto e das personagens. Todas as vezes que o filho de Brenda tenta quebrar esse clima com uma canção alegre ao piano, é impedido de tocar, deixando a sensação de que não há espaço para sentimentos harmoniosos naquele lugar. ‘Brenda, Brenda’ é uma animada canção e soa como a resposta para as transformações realizadas por Jasmin na vida de todos, principalmente na vida de Brenda. Também digna de nota é a sublime 'C-Major Prelude' de Bach aumentando ainda mais o peso emotivo do filme. Mas o momento de maior beleza é mesmo o grito doce, mas desolado de ‘Calling You’. Já no início do filme com Jasmim arrastando a sua mala e sua dor pela beira da estrada, a câmera a focaliza pelas costas, e ‘Calling You’ preenche o cenário e ecoa pela longa estrada da solidão como uma brisa quente vinda justamente na sua direção, com a esperança de uma mudança se aproximando, como uma doce libertação. E de repente, no meio da desolação do deserto, cria-se um oásis de possibilidades escondidas. ‘Bagdad Cafe’ e ‘Calling You’ são um dos momentos cinematográficos mais belos que já vi e ouvi. 
por mara*
dos arredores de rio claro
são paulo | brasil


Trilha Sonora Original 

01. Jevetta Steele - Calling You (Bob Telson)
02. William Galison - Blues Harp (Bob Telson)
03. Deninger Blasmuski - Zweifach (German Traditional)
04. Jearlyn Steele Battle, Marianne Sagebrecht - Brenda, Brenda (Bob Telson)
05. Darron Flagg - Prelude and Fugue No. 1 in C major (Johann Sebastian Bach)
06. Bob Telson – Calliope (Bob Telson)
07. Bob Telson - Calling You (Bob Telson)
08. Deninger Blasmuski - Bagdad Café (Percy Adlon)

Trilha Sonora de Pricilla a Rainha do Deserto (Pricilla Queen Of The Desert) 1994

Pricilla A Rainha do Deserto (1994)
A trilha musical é vibrante e divertida, uma coleção incrível e deliciosa de clássicos dos anos 70. Músicas selecionadas para uma das histórias mais inusitadas do cinema. Qualquer pessoa que viveu durante os anos 70, assim como qualquer pessoa com o desejo de experimentar a década vai deliciar-se com a variedade desta trilha sonora, do jazz ao folk e com remixes modernos de antigos hits dance de Alicia Bridges, Gloria Gaynor, e Peaches & Herb que até o início dos anos 90 fizeram sucesso nas discotecas. E também a maior dance music de todos os tempos:
‘I Will Survive’ que ainda hoje arrasa.
Pricila Queen Of The Desert (1994)

01. Charlene – I’ve Never Been To Me 
02. The Village People – Go West
03. Paper Lace – Billy Don’t Be a Hero
04. White Plains – My Baby Loves Lovin’
05. Alicia Bridges – I Love the Nightlife
06. Trudy Richards – Can’t Help Loving That Man
07. Gloria Gaynor – I Will Survive
08. Lena Horne – A Fine Romance
09. Peaches & Herb – Shake Your Groove Thing (Original Mix)
10. Patti Page – I Don’t Care if the Sun Don’t Shine
11. Ce Ce Peniston – Finally (7” Choice Mix)
12. R.B. Greaves – Take a Letter Maria
13. Abba – Mamma Mia
14. Vanessa Williams – Save the Best for Last
15. Alicia Bridges – (Disco ‘Round) (Real Rapino 7” Mix)
16. Village People – Go West (Original 12” Mix)
17. Gloria Gaynor – I Will Survive
18. Peaches & Herb – Shake Your Groove Thing (Original 12” Mix)
19. Alicia Bridges – I Love the Nightlife

Trilha Sonora de Perdidos na Noite (Midinight Cowboy) 1969

Midinight Cowboy (1969)
Um filme espetacular para uma ótima trilha sonora de John Barry compositor britânico, responsável por diversas trilhas sonoras do cinema, mas mais conhecido por compor onze trilhas para os filmes de James Bond. Além da já conhecidíssima ‘Everybody's Talkin’ com Harry Nilsson, o destaque é para a pouco divulgada ‘A Famous Myth’ em uma interpretação parecidíssima com os ‘The Mamas & The Papas’.


01. Everybody's Talkin' (Harry Nilsson)
02. Joe Buck Rides Again (John Barry)
03. A Famous Myth (The Groop and Garry Sherman)
04. Fun City (John Barry)
05. He Quit Me (Leslie Miller and Garry Sherman)
06. Jungle Gym at the Zoo (Elephant's Memory)
07. Midnight Cowboy (John Barry)
08. Old Man Willow (Elephant's Memory)
09. Florida Fantasy (John Barry)
10. Tears and Joys (The Groop and Garry Sherman)
11. Science Fiction (John Barry)
12. Everybody's Talkin' (Edit) Harry Nilsson

Trilha Sonora de "Ensina-me A Viver (Harold and Maude) 1971"

Um dos filmes mais marcantes dos anos 70 foi ‘Harold and Maude’ (no Brasil ‘Ensina-me a Viver ‘). Um cult escrito por Colin Higgins e dirigido por Hal Ashby e lançado em 1971. Apesar de ter sido um fracasso comercial na sua versão original, e morna a recepção da crítica, em 1997, foi selecionado para preservação no ‘National Film Registry’ da Biblioteca do Congresso dos EUA como sendo cultural e historicamente significativo.

A trilha sonora é toda composta por canções retiradas de dois álbuns de 1970 de Cat Stevens, que também aparece numa cena, no melhor momento de sua carreira. As duas únicas compostas expressamente para o filme foram ‘Don’t Be Shy’ e ‘If You Want To Sing Out, Sing Out’ que Harold, no final do filme, dedilha no banjo que Maude lhe deu de presente.


HAROLD AND MAUD (2007)
 Depois de 37 anos, para os fãs que queriam uma verdadeira trilha sonora do filme, com as palavras ‘Harold’, ‘Maude’ e ‘Soundtrack’ estampados na capa, foi lançada essa edição limitada com apenas 2.500 unidades. O autor deste projeto foi Cameron Crowe, um colecionador de trilhas sonoras e também escritor, diretor e produtor que foi ajudado pela sua própria editora, a ‘Vinyl Film Records’, e também pela ‘Paramount’, que produziu o filme e também contou com a ajuda de Yusuf Islam, o ex-Cat Stevens. O seu interior apresenta uma série de imagens relacionadas com o filme além de um catálogo com 36 páginas, recheado de fotografias originais e com histórias, depoimentos e curiosidades como, por exemplo, a de Elton John ter sido convidado para o papel principal


Trilha Sonora de Harold And Maude (2007)


CD 1
01. Don’t Be Shy (Composta especialmente para o filme)
02. On The Road To Find Out
03. I Wish, I Wish
04. Miles From Nowhere
05. Tea For The Tillerman
06. I Think I See The Light


CD 2
01. Where Do The Children Play?
02. If You Want To Sing Out, Sing Out (Composta especialmente para o filme)
03. If You Want To Sing Out, Sing Out (banjo instrumental)
04. Trouble 05. Don’t Be Shy (alternate version)
06. If You Want To Sing Out, Sing Out (instrumental version)


CD Bônus
01. Don’t Be Shy (demo version)
02. If You want To Sing Out, Sing Out (alternate version)